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José Concha no último sábado subiu a serra em direção à aprazível Itapecerica para levar suas maluquices além de novas fronteiras.
Chegando lá, um Pub muito agradável localizado estrategicamente encima de uma igreja evangélica. Fato muito curioso e que gerou uma certa apreensão entre os Conchas que chegaram a cogitar a hipótese de serem exorcisados.
Mas nada disso. O que encontramos lá foi um som bom, uma casa espaçosa, com uma ótima pista de dança, (o que no caso de José Concha é melhor definida como “pista de insanidades”), cervejas importadas, Heineken de garrafinha de alumínio, porções simpáticas, som ambiente legal, PFs ofertados à banda e TVs exibindo pérolas cinematográficas como “O Predador” por exemplo.
Nossos fãs habituées fizeram uma falta enorme, uma vez que as pessoas que ali estavam eram ilustres moradores de Itapecerica da Serra. Isso fez com que o show fosse um pouquinho mais comportado do que o normal. Mas aqueles que lá estiveram aprovaram o desempenho da banda e não poderia ser diferente. Desfilamos nossos clássicos com a mesma categoria de sempre deixando o nome José Concha impresso na memória dos privilegiados itapecericanos que puderam conferir nossa performance.
Esperamos retornar em breve e convencermos nossos amigos que apesar de distante, não é difícil chegar lá. É logo ali depois do Embu. E quem é que nunca foi almoçar no Embu? Então… é só mais um pouquinho.
Confiram as fotos no post abaixo e aguardem a próxima!
Set apresentado no dia:
| 1ª ENTRADA | 2ª ENTRADA |
| LAST NITE | LONDON CALLING |
| MODERN LOVE | I CAN’T EXPLAIN |
| SEX ON FIRE | BROWN SUGAR |
| HEY BULLDOG | PSYCHO KILLER |
| MY PLEDGE OF LOVE | MOLLY’S CHAMBER |
| I’M A BELIEVER | HERE COMES YOUR MAN |
| VENUS | NEVER THERE |
| MRS. ROBINSON | HASH PIPE |
| ANDO MEIO DESLIGADO | SHE SAID, SHE SAID |
| YOU REALLY GOT ME | LOVE ME TWO TIMES |
| I FOUGHT THE LAW | SWEET DREAMS |
| DEAR PRUDENCE | STAY |
| HEART OF GLASS | TAINTED LOVE |
| HERE COMES THE SUN | BOYS DON’T CRY |
| NÃO VOU FICAR | VOCÊ NÃO SABE O QUE PERDEU |
| MINHA MENINA/BREAK ON THROUGH | ARE U GONNA BE MY GIRL |
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Um artista, seja ele de qual ramo da arte for, tem três pontos pelos quais balizar a sua arte, primeiramente para sua satisfação pessoal, segundo pela própria arte e terceiro pelo público a qual ela se destina, não necessariamente nesta mesma ordem.
O que isto quer dizer? Quer dizer que um artista deve se satisfazer com sua arte, ela deve trazer aquilo que se busca quando se parte para a expressão artística, deve expressar um sentimento que o artista traz dentro de si.
Quer dizer também que esta arte deve tirar o público do lugar comum, que deve apresentar novas coisas e abrir portas para universos diferentes onde as pessoas que serão expostas a esta arte poderão encontrar algo que não seja aquilo que elas esperam e vejam todos os dias.
E por fim, esta arte deve de alguma forma agradar o público a qual ela se destina, afinal de contas, se isto não for levado em conta, corre-se o risco de a arte se tornar por demais hermética e não encontrar eco no mundo, encerrando-se em si mesma e existindo como se não existisse.
Por outro lado, se a preocupação única e exclusiva foi agradar o público, corre-se o risco de se permanecer estático, sem evoluir, como as Ivetes e Chicletes da vida, eternamente no mesmo compasso e no mesmo refrão. Isso porque o público só pode gostar do que ele conhece e para que ele evolua e conheça coisas novas é que o artista deve exercer sua arte. Não é à toa que os artistas em geral são considerados formadores de opinião.
Mas acima de tudo, todo artista deve gostar de sua arte, deve estar satisfeito com ela e sentir que ela o representa, pois só assim ele poderá ser inteiro dentro dela e entregar ao público algo sincero e convincente capaz de agrada-lo sem cair no de sempre, mudando também a forma do público enxergar o artista e a arte.
Por isso tanto Beatles.
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Mais um show de José Concha, mais uma noite de selvageria, rock and roll e lascívia. Tudo muito bom, tirando o calor infernal que agora caracteriza o glorioso Pub.
Foi inaugurado o novo repertório Beatle, que, aliás, foi executado com muito sucesso por nossos rapazes, estreamos muitos equipamentos novos e sinceramente, detonamos.
Agradecemos a todos que compareceram e que contribuíram para ajudarmos a creche Pássaro Azul. Realmente esperamos que nossa contribuição possa ter feito o natal de todas aquelas crianças melhor. Afinal de contas, como já foi dito, nóis é “tosco mas tem bom coração”.
Porém há uma questão que não quer calar, um enigma que persiste e muito intriga todos os que puderam testemunhar o show do último domingo. Em meio a toda aquela selvageria, sangue, suor e lágrimas, onde estava ele? Aquele que é a razão do sucesso da banda, aquele que impulsionou nossos meninos no começo da banda, aquele que é o produtor, arranjador e maestro da banda. Onde afinal estava o Maracaxi.
Impossível não perceber e muito sentir a falta desta tão prezada entidade. E ele não apareceu. Não esteve lá, não deu as caras!
O que teria acontecido? Onde estará ele? Que fim levou nosso Maracaxi?
Chamem o FBI, a Cia, a Interpol a Rota e o Bope. Uma investigação muito séria deve ser iniciada imediatamente. Não é possível tolerar que algo assim aconteça.
E você, caro fã, não deixe de mandar sua mensagem de apoio aos desconsolados rapazes da banda e formem uma corrente de orações para que o Maracaxi volte para o lugar de onde ele jamais deveria ter saído. Ainda que esteja em nossos corações, não poderemos viver sem a presença magnânima de nossa entidade máxima!
Volte, Maracaxi! Volte.
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Senhoras, senhores e variações do tema!
Todos sabemos que José Concha Experimento Revisitado é sensual, é lasciva, é selvagem, é eletrizante, suculenta, etílica e tudo mais, mas José Concha também tem bom coração.
Por trás de toda nossa postura ensandecida batem cinco coraçõezinhos muito preocupados com questões humanitárias e sociais. Nada assim como um Bono Vox, mas sim, muito nos preocupa a situação periclitante das manadas de gnus do Botswana, atacados sistematicamente por crocodilos e outros predadores; da exclusão social das pobres cutias, que ao longo dos anos vêm ouvindo a mesma ladainha de “paca, tatu, cutia não” e também nos preocupamos com a situação das criancinhas de nosso Brasil.
E imbuídos do espírito natalino, em uma louvável iniciativa de fazer algo por estes tão estimados pimpolhos, decidimos transformar uma de nossas catárticas e apoteóticas apresentações em um evento beneficente, onde a renda será revertida para Creche Pássaro Azul. Nosso intuito e fazer o natal das crianças mais feliz e para tal, contamos com vossa participação.
E o que você tem que fazer? Aquilo que você sempre faz: Comparecer ao St.John’s Nesse sábado 20/12/2009 e curtir com toda a empolgação que lhe é peculiar mais um show da grande José Concha. E se seu coraçãozinho mandar, leve um brinquedo ou um quilo de alimento não perecível como doação. Não custa nada.
Viu como é fácil ajudar?
Porém, a parte diferente acaba aí. De resto, vai ser a mesma insanidade, sensualidade, volúpia e selvageria de sempre. Estrearemos nosso tão aguardado Beatle-Repertório, além de tocarmos as canções que você quer ouvir. Sem falar que será nossa tradicional festa de fim de ano não é mesmo?
Sabemos que é um domingão, por isso será mais cedo: 20:00h.
Contamos com sua presença.
Quem: José Concha Experimento Revisitado e você.
Onde: No St. John’s Irish Pub, Rua Itapura, 1327 – Tatuapé.
Quando: Dia 20/12/2009 – Domingo às 20:00
Compareça e traga sua doação.
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Segue registro do momento mágico em que nosso menino, Pistola, “El Diablo”, Concha entrega um exemplar de “La Demo” para nosso guru Arnaldo Baptista.
É uma honra para nós saber que ele possui algo de nossa música, mesmo que ele jamais ouça o CD.
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Por que José Concha não quis tocar na festa da firma este ano? Foi tão legal… Palco grande, bastante gente pra lá e pra cá, sem falar que tem comida e bebida “de grátis” e ano passado a banda foi a melhor do dia.
José Concha responde:
Bom, que fomos a melhor banda do dia é fato e nem tinha como ser diferente.
Primeiramente, estaremos desfalcados neste dia devido a ausência de nosso Guillermo que estará na Bósnia-Herzegovina negociando alguns shows.
Depois temos que fomos até lá, tocamos, fizemos aqueles vídeos GG, (joinha, joinha), animamos a galera, brindamos o público com a fantástica dancinha do Bozó e pronto.
Não rendeu lá muita coisa. Todo mundo adorou, curtiu, falou que foi o máximo e só. Depois daquilo, continuamos vivendo de nossa insofismável fama e de nossa legião de fiéis fãs que jamais nos abandona.
O show lá foi legal, mas não acrescentou nada. E como é para tocar só meia horinha, decidimos não passar pelo aborrecimento de ter que ouvir pessoas dizendo que o show foi curto e termos que explicar que a organização é quem determina essas coisas.
Dia 20/12 estaremos no St.John’s fazendo um show completo. Aí sim poderemos mostrar com quantos Conchas se faz o rock and roll.
E só.
Para os que lamentam, uma pequena amostra do que foi aquele dia:
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Exclusivo! Dona Concha fala pela primeira vez.
Depois de muito tempo, ela que é um mistério para o mundo da música, ela, a vovó que deu origem a esta banda e que muito limpou os traseiros de nosso quinteto, (no caso do Tico limpa até hoje).
Ao contrário da insofismável e mais-que-adorável Vovó Ana, Dona Concha não é muito de ficar aparecendo por aí. Ela é como o Charlie de “As Panteras” ou Jacob do “Lost”. Poucos a viram e pouquíssimos a contestam.
Mas eis que ela decidiu dar uma palavrinha ao blog JCER. Como acontece sempre com criaturas míticas e misteriosas, tivemos direito a três perguntas.
Blog JCER: Dona Concha, é uma honra falar com a senhora. A senhora poderia dizer como foram nossos meninos durante a infância?
Dona Concha: Ah! Eles são todos muito bons, ficavam tocando, bebendo e vendo revista de mulher pelada desde pequenininhos. A única vez que eu fiquei brava foi quando eles deixaram o Tico cair em um tonel de pinga. Quando eu tirei ele de lá, ele tinha bebido o tonel todo. Ele tinha dois aninhos e saiu gritando “Nasci pra se selvaaaaaaaagem”. Depois disso ele ficou permanentemente bêbado.
BJCER: Que curioso! E por que eles estão há tanto tempo sem fazerem shows? O público não pode ficar um tanto aborrecido com isso?
DC: Olha, meu filho, eles estavam cansados dessa vida de hotéis e cada dia em uma cidade diferente. Depois da turnê do Afeganistão, eu decidi que eles precisavam descansar um pouco e aprender as músicas dos Beatles.
BJCER: Beatles! Muito interessante, mas por quê?
DC: Eu acho que eles têm a obrigação de ajudarem bandas novas que demonstrem algum potencial, e depois, (risisnhos), eu sempre achei aquele McCartney uma gracinha.
Adivinhem quem é quem:










